sexta-feira, 19 de maio de 2017
# A INCANSÁVEL LUTA DIÁRIA
Acordamos, nos preparamos para enfrentar mais um dia, de cabeça erguida e peito aberto, apesar de tantas batalhas enfrentadas e vencidas, com a consciência de ainda há muito a se fazer, e de que é preciso subir um degrau de cada vez, até conquistar o verdadeiro triunfo.
Todos os anos, no mês de março, comemoramos tradicionalmente o Dia Internacional da Mulher, é um tempo de verdadeira reflexão, por isso, me dedico a missão de escrever um artigo totalmente dedicado as mulheres, com o intuito de homenageá-las pela data, e também alertar pelas estatísticas de violência, que infelizmente só tem crescido.
Devemos chamar a atenção nesse momento, não só das mulheres, mas dos homens também, pois uma vez que nós não nos posicionarmos, e indignarmos à respeito desse contexto preconceituoso o qual nós estamos inseridas, é porque concordamos com aquilo que não eleva a figura feminina, e nós jamais podemos concordar com essa situação.
O reconhecimento à mulher aumenta, cada vez mais, e isso seria muito bom, se não fossem o crescimento simultâneo de tantas estatísticas negativas envolvendo a mulher: abuso sexual, agressões físicas, verbais e psicológicas; o preconceito, tais condutas que são resultados de comportamentos verdadeiramente machistas.
Foram muitos nossos progressos até hoje, o direito a vida, liberdade, educação, saúde, ao voto e da participação política e economia, além do reconhecimento do sexo feminino em cargos políticos, a Lei Maria da Penha e Feminicídio, a conquista de grandes cargos empresariais, entre tantos outros triunfos da luta feminina.
Hoje, a nossa luta é pelo direito de ir e vir com segurança, pelo reconhecimento e respeito em qualquer área, igualdade social, de salários, e direitos. Pautas tais, que eu defendo e luto diariamente, através da política por menos julgamento, preconceito, piadas machistas, para que estatísticas de reconhecimento cresçam e de violência diminuam cada vez mais.
Devemos avançar pregressivamente, dia após dia, temos muito espaço para conquistar, mas é preciso protestar de forma inteligente, com uma vasta clareza de ideias, projetos que venham beneficiar a mulher no mercado de trabalho, apresentando verdadeiras soluções, e não parando o país como sugerido por uma Senadora, deixando as ruas sujas, atrapalhando outros trabalhadores.
Acredito que nós mulheres, temos outras maneiras de exercer nosso papel e lutar pelos nossos direitos. Nosso espaço deve ser conquistado por mérito, reconhecimento, competência, através da ética, transparência, e com argumentos para defender o que é direito de fato. Precisamos respeitar e também sermos respeitadas.
Antes mesmo de ser vereadora, sou mulher e carrego comigo os deveres como cidadã, com orgulho para que os meus direitos jamais sejam menosprezados.
Vereadora Michele Bretas
# O BRASIL ESTÁ INDIGNADO
Todos nós, brasileiros, estamos revoltados com o que vem acontecendo. Ontem, talvez tenha sido o ápice da indignação. Primeiramente, quero fazer um comentário sobre a fala lamentável de Lula. Ele se referiu à Ministra do STF como “corajosa” por que, supostamente, faria o que lhe agrada. Sou mulher, não tenho “saco”, como ele disse, mas tenho brio e fui bem criada pelos meus pais. Tenho honestidade, ética e vergonha dessa “coragem” que o ex-presidente fala. Essa “coragem” peço a Deus para que nunca tenha!
Outra vergonha são as desculpas criadas nessa história toda. Para que um termo de posse para um ministro, como foi divulgado? Em condições normais, qual ministro não compareceria à sua própria posse? Qual o receio? Se ele não tem “tempo” ou “louvor” para o cargo, como poderia exercê-lo então?
Dilma não tem mais clima para governar o país. Depois de tantos desmandos, tanta falta de respeito pelas instituições e poderes. Agora, com essas escutas, piorou a situação. Querem tentar atacar o juiz Sérgio Moro, mas qual a credibilidade deles para isso?
Já estamos cansados. Não vamos esmorecer! O país precisa de nós. #HojeNósEstamosAssim#LutopeloBrasil #TodosPeloBrasil #MicheleBretas
Outra vergonha são as desculpas criadas nessa história toda. Para que um termo de posse para um ministro, como foi divulgado? Em condições normais, qual ministro não compareceria à sua própria posse? Qual o receio? Se ele não tem “tempo” ou “louvor” para o cargo, como poderia exercê-lo então?
Dilma não tem mais clima para governar o país. Depois de tantos desmandos, tanta falta de respeito pelas instituições e poderes. Agora, com essas escutas, piorou a situação. Querem tentar atacar o juiz Sérgio Moro, mas qual a credibilidade deles para isso?
Já estamos cansados. Não vamos esmorecer! O país precisa de nós. #HojeNósEstamosAssim#LutopeloBrasil #TodosPeloBrasil #MicheleBretas
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Educar para preservar
Precisamos avançar
muito no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Caminhamos a passos
lentos ainda. A cada desastre ambiental que assistimos, regredimos em recursos
naturais e caminhamos rumo à escassez de muitos deles. Contudo, a sociedade
parece não aprender. A cada resposta que a “mãe natureza” dá, a humanidade
permanece com os mesmos hábitos em relação ao meio ambiente: desinteresse e
irresponsabilidade.
Quem se lembra da
“crise do apagão” em 2001? O Governo e todo o País só tomaram consciência do
quanto era importante economizar energia quando a situação já estava mais do
que grave. Pensávamos que, a partir dali, as coisas mudariam, pois também houve
perdas na economia brasileira e todos nós fomos atingidos. No entanto, serviu
apenas para resolver o problema à época, com pouca conscientização e muito
esquecimento.
Novamente, desde o
último ano, passamos por outro sério problema de falta de recursos. A crise da
falta de água está sendo marcada por racionamentos, campanhas e multas. Houve
uma grande mobilização dos meios de comunicação para que a população mudasse
hábitos. Contudo, bastou apenas ocorrer o primeiro período chuvoso para que as
pessoas retornassem aos seus velhos costumes.
A educação
ambiental deve ir além dos períodos de “crise”, transpor os muros dos prédios
públicos, das faculdades e ganhar as ruas. Deveria começar a ser ensinada já no
ensino fundamental, como matéria específica. Nossas crianças deveriam sair das
escolas especialistas em preservação do meio ambiente, de recursos naturais e
da fauna. Pois serão elas que arcarão com as consequências do que hoje é
praticado, da mesma forma que serão as que poderão modificar este cenário.
As verdadeiras
transformações não vêm apenas de políticas públicas e Governos, mas sim das
nossas atitudes cotidianas. De gestos simples que, apesar de parecerem
pequenos, fazem a diferença no final. Devemos optar por ações que visem à
sustentabilidade em todos os momentos. Uma torneira fechada, um lixo no lugar
certo, uma lâmpada apagada contribuem sobremaneira no resultado somado e final!
Agir com sustentabilidade é, portanto, pensar no cuidado do espaço que nos cerca e da vida de todas as formas, tendo a ver com valores importantes do nosso dia a dia. A verdade é que nossa natureza já não suporta tantas agressões ilógicas por avanços tão pequenos. Pensando em tudo isso, foi que criamos o Junho Verde, por meio de projeto de lei na Câmara Municipal. Com objetivo levar à sociedade ações sustentáveis com campanhas educativas que possam contribuir para um futuro melhor para nós e para as próximas gerações. Precisamos de políticas, de mobilização e, mais do que tudo, de educação ambiental e conscientização para atitudes sustentáveis.
Mais do que uma
marca, o Junho Verde é uma oportunidade de refletir, de conscientizar, de mudar
nosso pensamento e, assim, mudar a nossa cidade para melhor. Este será o
primeiro ano da campanha, que será anual e em todos os meses de junho, como
maneira de lembrar a população sobre o uso que fazemos dos recursos naturais
hoje para que não nos faltem amanhã, para nós e nossos filhos.
Michele Bretas
O verde é de quem?
A questão ambiental no Brasil ainda é pouco levada
a sério. Muito se fala e debate, mas poucas ações são colocadas em prática no
cotidiano. No que diz respeito à preservação do meio ambiente, ainda temos
muito o que avançar. A cada problema ou desastre ambiental que ocorre, o tema
volta para a pauta da sociedade, mas pouco se produz de conscientização e de
ação. Parecemos não aprender. Mesmo com as respostas que a “mãe natureza” dá,
permanecemos com os mesmos hábitos em relação ao tema: desinteresse e
irresponsabilidade.
O problema da barragem em Mariana chocou a todos
nós brasileiros. Um desastre que vai demorar décadas para ser reparado. A
punição quase não existiu e o assunto vai se perdendo no meio de tantos outros
problemas sociais. Como se não fosse a maior tragédia ambiental da nossa
história. Infelizmente, ainda damos pouca atenção para as brutalidades que são
feitas com a nossa terra.
Em questão de conscientização ambiental, precisamos
arregaçar as mangas e botar pra fazer! Assim como tudo na vida, não adianta
apenas reclamar. Temos que nos envolver, fazer a nossa parte e atuar
diretamente para mudar a realidade. O respeito ao meio ambiente deve sair do
discurso e ganhar ações de fato. Na separação do lixo reciclável, na economia
de água no banho ou no simples ato de jogar o lixo no lixo. São pequenas ações
cotidianas que mudam a nossa realidade. Assim como deve ser nas relações
pessoais, com mais respeito entre as pessoas, na política, com mais ética e transparência,
também deve ser na preservação do meio ambiente, com mais atitudes
sustentáveis.
Devemos optar por ações que visem a
sustentabilidade em todos os momentos. Agir com sustentabilidade é pensar no
cuidado com o nosso bairro, com os nossos vizinhos, com todo o tipo de vida que
nos cerca. Ainda temos a impressão de que as boas maneiras e as boas ações
precisam vir de cima, de autoridades ou governantes. Na verdade, um mundo
melhor, mais honesto e mais sustentável começa por cada um de nós. Mais do que
em qualquer tema, quando se trata de meio ambiente os nossos gestos simples e
atitudes que, parecem pequenas, fazem a diferença no final.
Acredito no desenvolvimento sustentável e, pensando
nisso, criei o “Junho Verde”, através de projeto de lei na Câmara Municipal, em
vigor desde o ano passado. O movimento que passa a fazer parte de nosso
calendário tem o objetivo de trazer à sociedade a discussão sobre a importância
de ações sustentáveis por meio de campanhas educativas que nos levem a garantia
de um futuro para as próximas gerações. Neste mês, realizamos palestras sobre
sustentabilidade, plantio de mudas e limpeza de rios com alunos das escolas
municipais, reuniões com organizações e a sociedade para discutir questões
ambientais da cidade, entre outros eventos. Todos buscando, além da
conscientização, a ação concreta a favor do meio ambiente!
Precisamos de políticas públicas, de mobilização e,
mais do que tudo, de atitudes cotidianas para um amanhã mais “verde”. Mais do
que um simples nome, o “Junho Verde” é uma oportunidade de refletir, de
conscientizar, de mudar nosso pensamento e, assim, transformar a nossa
realidade. O “Verde” é nosso! A cidade é nossa! Não podemos esperar que o outro
faça. A mudança de atitude deve começar por cada um, pois somos todos
responsáveis.
Michele Bretas
http://www.correiodeuberlandia.com.br/colunas/pontodevista/o-verde-e-de-quem/
Dia da mulher: das flores à luta
Tradicionalmente, no dia 8 de março, nós, mulheres,
recebemos muitas homenagens. Flores, parabéns, presentes, entre outros. Todos
estes gestos são bonitos e importantes, mas creio que o verdadeiro propósito do
Dia da Mulher deve ser refletir sobre a igualdade e onde estamos em relação a
ela. Por isso, discutir questões que nos interessa diretamente, como mães,
esposas e filhas devem ser lembradas, muito além das frases de efeito ou
simples homenagens.
Será que as mulheres já conquistaram as mesmas
oportunidades que os homens em todos os níveis? Vivemos em um País
verdadeiramente igual? Será que temos tanto a comemorar? São perguntas que
devem ser levantadas e discutidas para que então possamos de fato ter o que
comemorar.
No mercado de trabalho, as mulheres ainda têm menos
espaço e recebem menos do que os homens. Relatório da ONU, divulgado em 2015,
mostra que no mundo, em média, o salário delas é 24% inferior ao deles na mesma
função. Um dado grave e preocupante que comprova que o problema da desigualdade
no mercado não é só no Brasil, mas mundial. O avanço conquistado nas últimas
décadas ainda não conseguiu eliminar a discriminação e a diferença que ainda
persiste nos locais de trabalho.
Na política, a situação não é diferente. Em Uberlândia, por exemplo, no total de 27 vereadores na Câmara Municipal, contamos com apenas 4 representantes mulheres. Em Brasília, a Câmara de Deputados, eleita em 2014, conta com apenas de 10% de mulheres, enquanto o eleitorado feminino representa cerca de 51% do total. São números que mostram o quanto ainda precisamos avançar na representatividade feminina das organizações e instituições que têm por dever auxiliar a definir os rumos do nosso dia a dia. Lugar de mulher também é na política e temos que, cada vez mais, ocupar esse espaço para uma sociedade mais bem representada.
Outro ponto importante a ser discutido, e talvez o
mais grave, é a violência contra a mulher. Pesquisa do Data Popular mostra que
3 em cada 5 mulheres já sofreram violência em relacionamentos. Ano passado,
aqui em Uberlândia, tivemos o caso da professora Veridiana que chocou toda a
cidade ao ser assassinada em plena luz do dia pelo seu companheiro. Um crime
que deixou a população em choque e levantou o debate sobre a violência contra
as mulheres. O triste caso nos mostrou que esse tipo de situação não é distante
do nosso cotidiano, muito pelo contrário. É uma realidade próxima de nós. É na
nossa cidade, é no nosso bairro, com uma vizinha, uma amiga ou uma pessoa da
família. E não podemos simplesmente fechar os olhos para isso.
Aprecio as homenagens no Dia das Mulheres, os
presentes e as belas mensagens que recebemos, mas, acima de tudo, deve ser um
dia de reflexão. Comemorar as conquistas, mas perceber que a realidade ainda é
muito distante do ideal. No trabalho, na política e, em vários ambientes, a
injustiça e a desigualdade ainda são gritantes. Oficialmente, o Dia da Mulher é
apenas um, mas o caminho para um futuro melhor e mais igual é trilhado
diariamente. E só com trabalho, luta e participação é que a situação pode
mudar. Entrei para a política com o intuito de fazer a minha parte. Tenho
cumprido diariamente com este propósito. Mas sozinha não podemos avançar. Somos
muitas e devemos fazer valer nossos direitos.
Michele Bretas
Em política, somos todos iguais
Vivemos tempos de muito descrédito em relação à
política. As pessoas, cada vez mais, não acreditam nos seus representantes,
muito menos nos partidos. Recente pesquisa do Datafolha mostrou que mais de 70%
dos brasileiros não têm partido de preferência; este é maior índice já
registrado. Não é novidade que estamos em uma forma esgotada de se fazer
política. Faltam ética, trabalho e transparência. Mas será mesmo que nenhum
político o representa? Ninguém trabalha de forma transparente na política? São,
realmente, todos “farinha do mesmo saco”?
É preciso entender a diferença entre o sistema
político e as pessoas que fazem parte dele. O primeiro, hoje, é pouco eficaz,
sem sombra de dúvidas. Mas isso não quer dizer que as pessoas que entram na
vida pública sejam todas iguais. Pode até ser uma minoria, mas ainda há aqueles
que entendem esse meio como um ideal. Gente que trabalha, realmente, para
melhorar a vida em sociedade. Dizer que todos são “corruptos” ou coisa
parecida, só favorece os políticos ruins, prejudicando os bons. Saber
distinguir é essencial.
Questão fundamental é a transparência que se cobra
dos políticos. Reivindicação justa e necessária. Porém, quando o representante
divulga seu trabalho, muitas vezes, é tachado como alguém que quer “aparecer”.
Semanas atrás, quando publiquei um vídeo nas redes sociais cobrando da
Prefeitura melhorias na saúde de Uberlândia, em acordo com a função
fiscalizadora de um vereador, algumas pessoas acharam perda de tempo mostrar o
trabalho para a população. Chegaram a dizer que eu “deveria estar trabalhando”.
Mas a questão é que era justamente isso que estava fazendo e, mais do que isso,
mostrando para a população parte desse trabalho. Os políticos devem sempre
prestar contas para seus eleitores e a internet é um dos meios que facilitam
isso. Mas, infelizmente, vivemos em um paradoxo, em que, ao mesmo tempo, que
somos cobrados por resultados, somos tachados quando o mostramos.
Para uma sociedade mais madura, é preciso também
entender as funções de cada cargo político. Algumas pessoas cobram do vereador
o trabalho que é exclusivo do prefeito, ou seja, de investir e executar obras.
A democracia brasileira ainda é nova e não há uma distinção clara por parte da
população dos deveres de cada função. É preciso uma educação política que deixe
claro os papéis dos poderes e dos cargos, tornando o País mais politizado e
eficaz em suas cobranças.
A transparência por parte da classe política e a
politização por parte dos cidadãos é a melhor alternativa para uma sociedade
desenvolvida. Por isso, o bom representante deve sempre comunicar suas ações e
dialogar com a população. O político que divulga seu trabalho não está
“querendo aparecer”, mas sim prestar contas e deixar o eleitor ciente do que
acontece na cidade.
Entrei na política justamente para fazer diferente.
Para uma nova política, além de ética e trabalho, é preciso transparência.
Comunicar, ouvir e conversar com a população. O cidadão precisa saber o que faz
seu vereador, pois somente assim poderá entender que, de fato, na política, nem
todos são iguais.
Se continuarmos achando que a política é espaço dos
maus, sem tomarmos partido, sem participar, realmente, as decisões que impactam
nosso dia a dia continuarão nas mãos daqueles mesmos dos quais todos reclamam
há anos.
Michele Bretas
http://www.correiodeuberlandia.com.br/colunas/pontodevista/em-politica-todos-sao-iguais/
Violência contra a mulher
A chocante morte da professora Veridiana, ocorrida
no último dia 27 em nossa cidade, faz com que, com muita tristeza, possamos
divulgar o quanto a violência doméstica ainda é uma realidade grave e cruel.
Impossível não se indignar. Ao escrever estas palavras publicamente, o faço como
vereadora, mas peço licença para falar como mulher, esposa e mãe de três
filhos, sendo duas mulheres.
Somente em Uberlândia, esta foi a sétima mulher
morta por crime passional neste ano. De acordo com pesquisa recentemente
divulgada pelo Data Popular, três em cada cinco mulheres no Brasil já sofreram
violência em relacionamentos. A verdade é que muitas de nós, mesmo nos tempos
de hoje, sofremos com a violência, seja psicológica ou física. Na maioria das
vezes, vem pelas mãos de um ente próximo, o que torna o fato ainda mais
revoltante, não só para quem é da família, mas também para quem vê essa sombria
atmosfera de fora.
A mulher que sofre violência doméstica, muitas
vezes, perde a coragem para tomar atitudes contra os abusos, seja por medo,
vergonha ou falta de apoio. Esse sentimento ocorre, principalmente, pelo
julgamento que a própria sociedade faz a respeito de uma mulher que sofre
agressão. Sabemos que muitas pessoas julgam as vítimas, enquanto a atitude
correta deveria ser de apoio e acolhimento.
Quando uma mulher sofre agressão moral e psicológica, matam-se os sonhos, atinge seu amor próprio e sua alma. Quando uma mulher sofre agressão física, fere-se o corpo, gerando marcas e criando traumas. Q
Li e ouvi diversas críticas sobre o tema da redação
do último Enem. O assunto proposto para os alunos era justamente a persistência
da violência contra a mulher no País. Um tema essencial para ser discutido
amplamente. Vivemos em um País onde, segundo pesquisa, 54% das pessoas conhecem
uma mulher que já foi agredida. Para se ter idéia, segundo o Fórum Brasileiro
de Segurança Pública, em 2014, ocorreu um caso de estupro de mulher a cada 11
minutos.
Vamos continuar ignorando esses dados? A violência
contra a mulher deve, sim, ser discutida pelos jovens, pois são eles que
poderão mudar a realidade da nossa sociedade. A possibilidade de vivermos a
condição feminina de igualdade depende de sermos reconhecidas pelas
competências de forma digna e livre de preconceitos. A luta pelo respeito está
acima de qualquer ideologia.
Mas a principal mudança tem de partir de nós,
mulheres. Que comecemos a apoiar umas às outras. Você, mulher, pode hoje ser
solidária e encorajar sua irmã, amiga ou vizinha a se desvencilhar de uma vida
de tristeza e amargura antes que algo pior venha acontecer. Assim, além de
estarmos nos respeitando, estaremos exigindo mais respeito da sociedade para
com nosso corpo, nossos sonhos, sentimentos e expectativas. A violência contra
a mulher é uma situação gravíssima, e não podemos continuar de olhos fechados
para isso.
Michele
Bretas
http://www.correiodeuberlandia.com.br/colunas/pontodevista/violencia-contra-a-mulher-2/
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